A equipe Documento realizou no dia 02 de setembro de 2014 ações de educação patrimonial referente ao “Programa Pretos Novos”, que integra o “Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico das Obras de Revitalização da Área de Especial Interesse Urbanístico (AEIU) Portuária (Rio de Janeiro/RJ)”.

O Instituto Pretos Novos (IPN) localiza-se em um casa construída no início do século XVIII, na Rua Pedro Ernesto, bairro da Gamboa, Rio de Janeiro. Em 1996, durante uma reforma, entre os entulhos foram encontrados fragmentos de crânios e ossos humanos, vestígios de artefatos cerâmicos, vidros, metais e outras evidências arqueológicas. O fato foi comunicado ao Centro Cultural José Bonifácio, que acionou o Departamento Geral de Patrimônio Cultural da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e o IPHAN. As escavações realizadas concluíram que a casa havia sido construída sobre o antigo Cemitério dos Pretos Novos - que funcionou entre 1772 e 1830, e destinava-se ao sepultamento dos africanos escravizados que morriam após a entrada dos navios negreiros na Baía de Guanabara ou pouco depois do desembarque, antes de serem vendidos - cuja localização havia se perdido há muito tempo. O local foi transformado em sítio arqueológico e, mais tarde, em centro cultural. Desde 2005, o IPN, se constitui numa organização sem fins lucrativos que realiza atividades de musealização, preservação e extroversão do patrimônio arqueológico relacionado ao cemitério dos Pretos Novos. Desenvolvendo pesquisas e projetos educativos sobre a cultura material e arqueológica relacionadas ao patrimônio cultural afro brasileiro, a história da escravidão no Brasil, e a história da presença negra na zona portuária do Rio de Janeiro.

O Programa Pretos Novos tem por objetivo desenvolver pesquisas científicas e ações sociais que deem tratamento e contribuam na preservação e valorização do patrimônio arqueológico detectado no polígono das ruas do Propósito e Pedro Ernesto que remetem ao contexto arqueológico do cemitério dos Pretos Novos e outros dois contextos identificados durantes prospecções: relacionados a um Sambaqui e um Sítio de contato Tupi. Numa perspectiva colaborativa com o IPN, o projeto pretende desenvolver ações sustentáveis que contribuam com a difusão e acesso ao conhecimento produzido sobre a região durante o desenvolvimento do programa arqueológico atrelado as obras de revitalização da zona portuária.

A ação desenvolvida contou com presença de integrantes da equipe de Acervo e Sustentabilidade, Gestão Sócio ambiental e da equipe da Documento do Rio de Janeiro responsável pelo salvamento do sítio arqueológico da rua Pedro Ernesto e teve como público três escolas, uma da rede pública do município do Rio de Janeiro e duas particulares, que visitaram o IPN para trabalhar conteúdos relacionados a história da escravidão no Rio de Janeiro. Num total de aproximadamente 100 alunos do ensino fundamental.

Os integrantes da equipe da Documento apresentaram os conceitos básicos que norteiam os trabalhos de salvamento arqueológico no local e também levaram os alunos para conhecer os trabalhos de campo desenvolvidos no momento.

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Conheça também o Museu Virtual do Programa!!!

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